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Que cláusulas verificar num contrato de website com agência?

Antes de assinar confirme propriedade do código, prazos de entrega, número de revisões incluídas e custo de manutenção após o lançamento.

Antes de assinar um contrato de website com uma agência, verifique cinco pontos: quem fica dono do código e dos conteúdos depois do pagamento final, que prazos estão definidos e o que acontece se não forem cumpridos, quantas revisões de design estão incluídas no preço, quem tem acesso às credenciais de domínio e hospedagem, e como se sai do contrato se o projeto correr mal a meio. Se um contrato não responder a estas cinco perguntas, está incompleto, seja qual for o preço.

Quem fica dono do código e do design?

Isto devia estar escrito em letras grandes e não está, na maioria dos contratos que vemos. Depois de pagar a totalidade do projeto, o cliente tem de ficar com a propriedade do código, das imagens compradas ou produzidas para o site, e do acesso total ao painel de administração. Se o contrato diz que a agência mantém direitos sobre o design ou que o código é “licenciado” e não vendido, isso significa que, se um dia trocar de agência, pode ter de recomeçar do zero. Peça que o contrato diga explicitamente: “após pagamento integral, todos os direitos de propriedade intelectual sobre o website são transferidos para o cliente.”

Prazos e penalizações por atraso

Um contrato sem datas é uma promessa, não um compromisso. Deve ter uma data de início, uma data de entrega, e idealmente marcos intermédios (por exemplo, aprovação do design ao fim de duas semanas, versão de teste ao fim de seis). O que falta em quase todos os contratos que já vimos é o que acontece se a agência atrasar. Não precisa de ser uma cláusula agressiva, pode ser simples: um desconto de 5% por cada semana de atraso além de um limite razoável. Sem isso, um atraso de três meses não tem consequência nenhuma para quem o causou.

Quantas revisões estão incluídas no preço?

Aqui nasce metade dos conflitos entre PME e agências. O cliente acha que “revisão” quer dizer poder mudar tudo até estar perfeito, a agência acha que duas rondas de ajustes já é generoso. O contrato tem de dizer um número concreto: por exemplo, duas revisões de design e uma revisão final antes do lançamento. Também deve dizer o que acontece a partir da terceira revisão: cobrança à hora, ou um valor fixo por pedido adicional. Sem este número, cada troca de opinião vira uma negociação informal e frustrante para os dois lados.

Hospedagem e domínio: quem tem as credenciais?

Um erro comum e evitável: a agência regista o domínio em nome dela, “para facilitar”, e o cliente nunca mais tem acesso direto. O domínio deve estar sempre registado em nome da empresa cliente, com o email de contacto do cliente, mesmo que a agência trate da configuração técnica. O mesmo vale para a conta de hospedagem e para qualquer plataforma como o Shopify. Se a agência insiste em manter tudo em nome dela “por comodidade”, isso é um sinal de alerta, não um detalhe administrativo.

O que acontece depois de o site estar no ar?

O contrato de desenvolvimento e o contrato de manutenção são coisas diferentes, e muitas vezes são apresentados como se fossem a mesma coisa. Verifique se há um período de garantia gratuita depois do lançamento (30 dias é comum para corrigir bugs que apareçam), e o que fica de fora dessa garantia. Peça também que fique claro o preço da manutenção mensal, se existir, e o que está incluído nesse valor: atualizações de segurança, pequenas alterações de texto, ou apenas monitorização.

Como sair do contrato se correr mal?

Todo o contrato precisa de uma cláusula de rescisão que diga quantos dias de aviso são necessários, e o que acontece ao trabalho já pago mas não entregue. Sem isso, um cliente insatisfeito a meio do projeto fica preso, porque não há caminho claro para sair sem perder tudo o que já pagou.

Na SO-MA escrevemos os nossos próprios contratos com estas cláusulas, porque já vimos o que acontece quando faltam. Se está a comparar propostas para o seu website, veja o que fazemos em somaagencia.pt/digital e compare linha a linha com o que tem em mãos.

Perguntas frequentes

Quanto custa normalmente um contrato de website com uma agência em Portugal?

Os valores que vemos praticados para um site institucional simples variam entre 1.500€ e 4.000€, dependendo do número de páginas e da complexidade do design. Para um e-commerce em Shopify com alguma personalização, os valores sobem para 3.000€ a 8.000€. Estes números não incluem manutenção mensal nem custos de hospedagem, que costumam ser à parte.

A agência pode ficar com o site refém se eu não pagar a última tranche?

Sim, se o contrato não disser o contrário. Muitas agências mantêm a propriedade do código, do domínio ou das credenciais de hospedagem até ao pagamento final, e isso é legítimo se estiver escrito. O problema é quando essa cláusula não existe e a agência decide fazer isso na prática, sem que o cliente soubesse que podia acontecer.

Preciso de advogado para rever um contrato de website?

Para projetos até uns 5.000€, a maioria das PME não gasta em advogado e revê o contrato sozinha, focando nos pontos críticos: propriedade, prazos, revisões e rescisão. Para projetos maiores, com integrações complexas ou dados sensíveis de clientes, vale a pena pagar a um advogado uma hora de trabalho para rever as cláusulas de responsabilidade e proteção de dados.