Quantas páginas deve ter o site de uma empresa?
Um site institucional eficaz tem entre 5 a 8 páginas essenciais, mais páginas só ajudam se cada uma tiver um objetivo de pesquisa próprio.
Para a maioria das PME, entre cinco e sete páginas chega e sobra: Home, Sobre a empresa, Serviços ou Produtos, Casos de sucesso ou Portefólio, e Contacto. Isto cobre tudo o que um visitante precisa para perceber o que faz, confiar na empresa e falar com a empresa. Páginas a mais não tornam o site mais profissional, tornam-no mais lento a gerir e mais fácil de deixar desatualizado.
A estrutura mínima que funciona para quase todas as empresas
Home é a página que resume tudo: o que fazes, para quem, e o que a pessoa deve fazer a seguir (pedir orçamento, marcar reunião, comprar). Sobre explica quem está por trás do negócio, porque as pessoas compram a pessoas, não a logótipos. Serviços ou Produtos detalha a oferta com informação suficiente para qualificar o interesse antes do contacto. Casos de sucesso ou Portefólio mostra prova social, mesmo que sejam só três exemplos bem escritos. Contacto tem de ter morada, telefone, email e um formulário simples, sem dez campos obrigatórios.
Se a empresa vende um único serviço muito específico, isto pode encolher para quatro páginas. Se vende vários serviços a públicos diferentes, sobe naturalmente para sete ou oito. O número não é uma regra rígida, é uma consequência de quantas decisões diferentes o visitante precisa de tomar.
Quando compensa ter mais páginas do que o mínimo
Compensa adicionar páginas quando cada uma delas serve para captar pesquisas específicas no Google que a página genérica não capta. Uma clínica que trata cinco tipos de tratamento diferentes ganha mais com cinco páginas dedicadas do que com uma página “Serviços” que menciona tudo em três frases cada. O mesmo vale para localizações: se serve Lisboa e Porto com equipas diferentes, duas páginas de contacto locais captam mais pesquisas do tipo “empresa X perto de mim” do que uma página genérica.
Também compensa crescer a estrutura quando há conteúdo de apoio à venda que é longo demais para caber noutra página: perguntas frequentes extensas, política de garantias, ou uma página de preços detalhada. Nestes casos, separar não é inchar o site, é organizá-lo.
E se eu tiver um e-commerce, muda alguma coisa?
Muda bastante, porque cada produto é uma página e isso foge à lógica da estrutura institucional. Numa loja Shopify com 50 produtos, o site tem, na prática, mais de 50 páginas, mas a estrutura que interessa planear são as categorias, os filtros e as páginas de apoio (política de trocas, envios, FAQ de encomendas). Aqui o critério não é “quantas páginas” mas “quantos cliques até ao checkout”, e isso costuma pesar mais na conversão do que o número total de páginas do catálogo.
Vale a pena ter uma página só porque a concorrência tem?
Não, e é um erro comum. Vemos empresas a copiar a estrutura do concorrente sem perceber porque é que aquela página lá está. Se a concorrência tem uma página “Parceiros” mas não tem parceiros para mostrar, essa página fica vazia e prejudica mais do que ajuda. Cada página deve responder a uma pergunta real que o seu cliente faz, não a uma pergunta que outro site decidiu responder.
Um site pequeno mas bem feito bate um site grande e mal cuidado
Um site com cinco páginas atualizadas, rápidas e com informação correta converte melhor do que um site com vinte páginas, três das quais têm preços de 2019 e uma secção “Blog” com o último artigo publicado há dois anos. Antes de perguntar quantas páginas deve ter o site, vale a pena perguntar quantas páginas a empresa consegue realmente manter atualizadas com a equipa que tem.
Na SO-MA ajudamos PME a decidir esta estrutura antes de desenhar seja o que for, porque um site bem planeado poupa retrabalho meses depois. Se quiser discutir o caso concreto da sua empresa, pode ver como trabalhamos em projetos digitais.
Perguntas frequentes
Preciso de uma página por cada serviço que ofereço?
Só se cada serviço tiver um público, um preço ou um processo de venda diferente. Se os serviços se vendem em conjunto ou têm o mesmo cliente-alvo, uma única página de serviços com secções bem organizadas funciona melhor do que cinco páginas curtas e repetitivas. A regra prática: cria uma página nova quando tens conteúdo suficiente para justificar 400 a 600 palavras específicas, não antes.
Um blog conta como páginas do site?
Sim, tecnicamente cada artigo é uma página, mas não entra na contagem da estrutura mínima porque cumpre uma função diferente: atrair tráfego de pesquisa ao longo do tempo. Só faz sentido investir num blog se houver alguém disponível para escrever com regularidade, pelo menos um artigo por mês, senão fica um separador vazio a passar a imagem errada.
Quanto custa normalmente construir estas páginas?
Para a estrutura mínima de 5 a 7 páginas num site institucional simples, os valores que vemos praticados em Portugal andam entre 1.500 e 4.000 euros, dependendo de ser um template ajustado ou um design feito de raiz. Uma loja Shopify com poucas categorias de produto costuma ficar num intervalo semelhante, mas cresce conforme o número de produtos e integrações.