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Como pode a IA filtrar concursos públicos relevantes para si?

Um sistema de IA como a TRINTA lê todos os dias mais de 1.900 fontes oficiais e cruza cada concurso com o CPV e a localização da empresa, mostrando só os relevantes.

A IA filtra concursos públicos relevantes ao ler automaticamente os anúncios publicados no Diário da República e nas plataformas eletrónicas de contratação (acinGov, anoGov, ComprasPT e Vortal), extrair critérios como valor, prazo, entidade adjudicante e objeto do contrato, e comparar esses dados com um perfil definido pela empresa. Em vez de uma pessoa abrir vários sites todas as manhãs, um sistema automatizado envia uma lista curta, já filtrada e resumida, com os concursos que fazem sentido candidatar. É o que faz a trinta.ai, o produto que construímos e operamos: lê as fontes oficiais todos os dias e classifica cada concurso de 0 a 100 conforme a adequação real da empresa.

Porque é que a pesquisa manual em concursos públicos falha

Portugal não tem uma plataforma única de concursos públicos. Tem várias, licenciadas pelo IMPIC (Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção), cada uma com o seu motor de busca, os seus filtros e a sua forma de apresentar os anúncios. Uma empresa de construção, de consultoria ou de tecnologia que queira concorrer a nível nacional acaba a repetir a mesma pesquisa nas quatro plataformas licenciadas, todos os dias.

O resultado costuma ser um de dois erros: ou alguém dedica horas por semana a esta tarefa e ainda assim perde concursos relevantes porque publicaram numa plataforma que não foi verificada nesse dia, ou a empresa desiste de pesquisar sistematicamente e só concorre aos concursos que chegam por indicação de terceiros. Nenhum dos dois cenários é bom para o volume de negócio.

Como funciona um sistema de IA que filtra concursos públicos

O modelo mais comum tem três partes. Primeiro, um scraper ou uma integração via API que recolhe os anúncios publicados nas plataformas escolhidas, normalmente uma vez por dia. Segundo, um filtro que aplica os critérios da empresa: CPV (o código que classifica o tipo de contrato), valor mínimo e máximo, localização geográfica, prazo de entrega de propostas. Terceiro, um modelo de linguagem que lê o texto do anúncio e do caderno de encargos e produz um resumo em três ou quatro linhas, sinalizando também requisitos que possam excluir a empresa à partida, como certificações específicas ou capacidade financeira mínima.

O resultado chega por email, por Slack ou por um painel simples, já ordenado por relevância. Não substitui a leitura do caderno de encargos completo antes de decidir concorrer, mas elimina a fase de garimpo.

Como nasceu a trinta.ai

A trinta.ai nasceu de um problema que vivemos por dentro. A Ultra Controlo, a empresa familiar do fundador da SO-MA, perdia concursos porque ninguém os via a tempo: estavam espalhados por centenas de portais oficiais, e encontrá-los era trabalho manual. Construímos o sistema que faltava, que lê as fontes oficiais todos os dias e põe no topo o que interessa à empresa. Na primeira semana, a Ultra Controlo encontrou um concurso de 700.000€ que não tinha visto e ganhou-o duas semanas depois. Hoje a trinta.ai é o nosso produto e lê mais de 1.900 fontes oficiais por dia.

Vale a pena construir isto para uma PME pequena?

Depende do volume. Se a empresa concorre a poucos concursos por ano, o investimento provavelmente não compensa e uma pesquisa manual semanal, com um checklist simples, resolve. Se concorre a dezenas ou centenas de concursos por ano, ou se o setor tem publicações frequentes (construção, TI, serviços de consultoria ao Estado), o tempo poupado pode pagar o desenvolvimento, e a conta faz-se com as horas de pesquisa que deixam de ser gastas. A regra prática: multiplique as horas por semana que a pesquisa manual ocupa pelo custo hora de quem a faz e compare o total anual com o custo de construir e manter o sistema.

Que critérios de exclusão a IA consegue detetar sozinha?

Consegue detetar critérios explícitos e mensuráveis: valor do contrato fora do intervalo definido, localização fora da área de atuação, prazo de entrega demasiado curto, CPV que não corresponde à atividade da empresa. Tem mais dificuldade com critérios qualitativos, como a exigência de referências específicas num setor de nicho, que continuam a precisar de leitura humana antes da decisão final.

Se a sua empresa perde tempo a caçar concursos em vez de os preparar, o problema não é falta de vontade, é falta de sistema. Mostramos como resolvemos isto e outros casos parecidos em /work.

Perguntas frequentes

Que plataformas de concursos públicos existem em Portugal e é preciso vigiar todas?

Em Portugal os concursos públicos correm em plataformas eletrónicas licenciadas pelo IMPIC, que publica a lista no Portal BASE. Uma empresa que queira candidatar-se a concursos de vários setores ou municípios acaba por ter de vigiar as quatro plataformas licenciadas (acinGov, anoGov, ComprasPT e Vortal), cada uma com o seu login e o seu motor de busca próprio.

Quanto custa desenvolver um sistema de IA para filtrar concursos públicos?

O custo de um sistema simples, com scraping de duas ou três plataformas e um filtro por palavras-chave e critérios do CCP, depende do número de fontes e de quem fica com a manutenção quando uma plataforma muda; peça um orçamento fechado por escrito. Sistemas mais completos, com resumo automático por IA generativa e alertas por email ou Slack, custam mais, e o valor depende do número de fontes e da complexidade dos critérios de exclusão.

A IA consegue substituir por completo uma pessoa dedicada a procurar concursos?

Não por completo. A IA trata da parte repetitiva, ler, filtrar e resumir centenas de anúncios por semana, mas a decisão final de avançar ou não com uma candidatura continua a exigir alguém que conheça o negócio e leia o caderno de encargos com atenção. O ganho real é de tempo: em vez de pesquisar em vários sites, a pessoa passa a rever uma lista já filtrada, e vale a pena medir as horas por semana antes e depois.