O que é o llms.txt?
O llms.txt é um ficheiro de texto em markdown, posto na raiz de um site (por exemplo asuamarca.pt/llms.txt), que resume o site para modelos de linguagem e agentes de IA: um título com o nome, uma frase sobre o que a empresa faz e listas de ligações para as páginas que importam, cada uma com uma nota curta. É uma proposta aberta, publicada em llmstxt.org em setembro de 2024 e revista em agosto de 2026 (versão 2), e não uma norma. Não substitui o robots.txt, que diz aos robôs o que podem ler, nem o sitemap, que lista todas as páginas: é um resumo escolhido.
Esta resposta em /respostas O ChatGPT e o Google leem o llms.txt?
Nenhum dos dois o confirma. A Google diz, no guia oficial para as funcionalidades de IA generativa da Pesquisa (atualizado a 10 de julho de 2026), que a Pesquisa Google não usa ficheiros como o llms.txt e que mantê-lo não ajuda nem prejudica a visibilidade na Pesquisa. A OpenAI, a Anthropic, a Microsoft e a Perplexity não dizem, nas páginas oficiais sobre os seus robôs e a pesquisa lidas a 19 de outubro de 2026, que o leem. Segundo o autor da proposta, quem mais o usa são agentes de programação a ler documentação de software. Publicá-lo é barato e não faz mal, mas não é o que põe uma empresa nas respostas: isso são páginas indexadas, texto claro no HTML e dados estruturados certos.
Como se faz um llms.txt para o site da empresa?
Escreve-se em markdown, por esta ordem: um H1 com o nome (# Empresa), a única parte obrigatória; uma citação com o que a empresa faz (> ...); se for preciso, texto sem títulos; e secções com H2, cada uma com uma lista de ligações na forma - [nome](endereço): nota. A secção Optional leva, por convenção, as ligações secundárias. O gerador grátis da SO-MA lê a página inicial, o sitemap e até 30 páginas do site, respeita o robots.txt e devolve um rascunho neste formato; o nome, a descrição e a escolha das páginas têm sempre de ser confirmados por quem conhece a empresa.
Onde se põe o llms.txt e como se liga ao site?
Na raiz do domínio (asuamarca.pt/llms.txt), como texto simples. A versão 2 da especificação recomenda ligá-lo a cada página com <link rel="describedby" href="/llms.txt"> no cabeçalho do HTML, ou com um cabeçalho HTTP Link com rel="describedby"; o rel="alternate" type="text/markdown" serve para apontar a versão em markdown da própria página. Não há uma linha oficial para o anunciar no robots.txt: basta que o robots.txt não proíba o endereço. Numa loja Shopify, o /llms.txt já existe (é uma cópia do /agents.md, para agentes de compras) e muda-se com o modelo templates/llms.txt.liquid do tema.
O llms.txt substitui o robots.txt ou o sitemap?
Não. O robots.txt diz aos robôs o que podem ler e é uma norma (RFC 9309); o sitemap lista as páginas que um motor de pesquisa deve conhecer; o llms.txt é um resumo escolhido para modelos de linguagem, só com as ligações que mais importam. A própria especificação diz que o robots.txt e o llms.txt têm propósitos diferentes e que o sitemap não substitui o llms.txt. E um llms.txt não desfaz um bloqueio: se o robots.txt proíbe um robô de ler o site todo, também lhe proíbe o /llms.txt, salvo uma exceção escrita para esse endereço.
llms.txt, no glossário O gerador guarda o meu site ou o rascunho?
Não. A função lê as páginas públicas no momento, monta o rascunho e devolve-o ao seu browser; não fica cópia do endereço, das páginas nem do texto. O endereço IP de quem a usa só serve, em memória e durante alguns minutos, para limitar abusos. Se pedir ajuda ao Lucas, o endereço do site segue no seu pedido, e só aí.
Porque é que o gerador diz que o meu site não deixa ler?
Porque o robots.txt do site proíbe leitores automáticos na página inicial, ou a firewall recusa robôs, ou o robots.txt não respondeu. Em qualquer dos casos não lemos nada: é a regra do robots.txt (RFC 9309) e é a mesma que pedimos aos outros que cumpram no nosso site. Se quiser o rascunho, deixe entrar o leitor SO-MA-llms-txt no robots.txt.