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Vale mais vender na Amazon ou ter loja própria em Shopify?

Na Amazon, a comissão por venda fica entre 8% e 15% na maioria das categorias; na Shopify paga o plano e taxas de cartão de 1,35% a 1,8% + 0,30€ com o Shopify Payments.

Depende do que precisa primeiro: vender rápido ou construir marca. A Amazon dá acesso imediato a milhões de compradores mas cobra, na maioria das categorias, entre 8% e 15% de comissão por venda, mais 39€/mês (sem IVA) de subscrição profissional, e não a deixa contactar o cliente. Uma loja Shopify custa entre 27€ e 384€/mês nos planos Basic a Advanced (19€ a 289€ com pagamento anual), dá-lhe o email e o histórico de compra de cada cliente, mas obriga-a a pagar por tráfego. Não é uma escolha de tudo ou nada, é uma questão de para que serve cada canal.

Quanto custa vender em cada canal

Na Amazon, a matemática é simples de calcular mas difícil de controlar: comissão de referência entre 8% e 15% na maioria das categorias, subscrição mensal de vendedor profissional de 39€ (sem IVA), e se usar Fulfillment by Amazon, mais uma taxa por armazenamento e envio que varia com o peso e volume do produto. O que ganha em troca é tráfego já qualificado, sem gastar um euro em anúncios para começar a vender.

Numa loja Shopify, os custos fixos são mais baixos, mas o tráfego não vem incluído. Paga o plano mensal, uma taxa de transação de 2% no plano Basic (1% no Grow, 0,6% no Advanced) se não usar Shopify Payments, e depois tem de investir em Google Ads, Meta Ads ou SEO para alguém sequer visitar a loja. O custo de aquisição por cliente numa loja nova depende do setor, da concorrência nos anúncios e do valor médio de encomenda, por isso convém medi-lo desde o primeiro mês: investimento em anúncios a dividir pelo número de clientes novos.

Quem fica com os dados do cliente?

Na Amazon, a empresa não. O comprador é cliente da Amazon, não seu. Não tem o email dele, não pode enviar-lhe uma campanha de remarketing nem avisá-lo de um novo lançamento. Isto significa que cada venda na Amazon é uma venda isolada, sem construir relação nem recorrência direta com a empresa.

Numa loja própria, o cliente é seu. Tem o email, pode segmentar por comportamento de compra, montar um programa de fidelização e recuperar carrinhos abandonados. Para negócios que dependem de recompra (cosmética, suplementos, consumíveis) isto pesa mais do que a comissão que se paga à Amazon.

Vale a pena vender nos dois ao mesmo tempo?

Para a maioria dos casos que vemos, sim. A Amazon funciona bem para escoar volume e testar novos produtos com procura já validada. A loja própria funciona para os clientes que valem mais ao longo do tempo, onde a margem compensa o investimento em publicidade. O erro mais comum é tentar competir em preço nos dois canais ao mesmo tempo, o que corrói a margem em ambos.

Nas empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço, os marketplaces valeram 32,77% do valor das vendas pela web em 2024, contra 15,54% na média da UE, segundo o Eurostat (estatísticas do comércio eletrónico em Portugal).

E a marca, o que se perde na Amazon?

Perde-se controlo visual e de experiência. Na Amazon, o produto aparece numa página com o layout da Amazon, ao lado de concorrentes diretos, muitas vezes mais baratos. Não há forma de contar a história da marca, mostrar o processo de produção ou justificar um preço mais alto com storytelling. Numa loja própria, controla cada pixel: fotografia, texto, política de devolução, tom de voz. Para marcas que competem por diferenciação e não por preço, isto costuma pesar mais do que a comodidade da Amazon.

Quando faz sentido escolher só um canal?

Se o produto é uma commodity, com pouca diferenciação e concorrência por preço, a Amazon pode bastar, porque o cliente procura o produto, não a marca. Se o negócio depende de recorrência, personalização ou preço premium, a loja própria é onde se constrói valor a longo prazo. Entre estes dois extremos está a maioria das PME, que acaba por usar os dois canais com produtos e objetivos diferentes em cada um. Para escolher a plataforma da loja própria, a comparação Shopify, WooCommerce ou PrestaShop em Portugal põe as três lado a lado.

Ajudamos empresas a montar e a operar lojas Shopify que servem de base própria, com ou sem presença simultânea em marketplaces, e a decidir onde vale a pena investir primeiro: em /ecommerce.

Perguntas frequentes

Posso vender ao mesmo tempo na Amazon e numa loja Shopify?

Sim, e é a estratégia mais comum entre PME portuguesas com produto físico. Usa-se a Amazon para captar procura que já existe (quem procura o produto por nome) e a loja própria para construir marca, margem e uma base de clientes que se pode contactar diretamente. O risco é a canibalização de preço, por isso convém definir bem que produtos ou variantes vão para cada canal.

Quanto tempo demora a montar uma loja Shopify de raiz?

O prazo depende do tamanho do catálogo, dos pagamentos e envios a configurar e de quanto do tema é feito à medida: uma loja simples, sobre um tema pronto, é a mais rápida de pôr no ar. Integração com ERP, faturação portuguesa ou um tema feito à medida alongam o prazo, por isso peça um calendário fechado por escrito antes de arrancar. A Amazon, em contraste, pode estar a vender em dias, depois de aprovada a conta de vendedor.

A Amazon exige exclusividade ou posso vender o mesmo produto na minha loja?

Não há exclusividade obrigatória, salvo em programas específicos como o Amazon Vendor Central em certas categorias. Podes vender o mesmo produto nos dois sítios, mas a Amazon penaliza no ranking de pesquisa (Buy Box) se detetar preços mais baixos fora da plataforma, por isso a estratégia de preço tem de ser coerente entre canais.